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RESOLUÇÃO DO FOCAC 2006

PARABÉNS PELO TRABALHO REALIZADO TODOS ESTES DIAS!

 

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Resolução final do focac 2006

Att,

FOCAC, 2006

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Resolução do tópico 4 da agenda_ 15/10

Boa tarde senhores delegados (as),

Segue o link com a resolução do tópico 4 da agenda:

Proposta de Resolução 2_tópico 4

Att,

FOCAC, 2006

Proposta de resolução _ tópico 3 da agenda _ 14/10

Bom dia delegados (as)

Segue o link com a proposta de resolução do 3º tópico da agenda!

Proposta de resolução 1 topico _ 03

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Equipe FOCAC, 2006

Agenda de debate: FOCAC, 2006

logo

Tópicos da Agenda

1)   Cooperação econômica

  • Empresas chinesas em solo africano
  • Incentivos econômicos para a cooperação de ambas as partes
  • Regulamentação comercial e financeira

2)    Cooperação Social

2.1 Transferência de tecnologia

2.1.1 Projetos de capacitação

2.2 Cooperação na sociedade

2.2.1 Saúde e ciência

2.2.2 Educação e cultura

3)    Direitos humanos, direitos trabalhistas e políticas de sustentabilidade ambiental

4)     União Africana

4.1 Pros e contras da adesão da U.A como membro oficial do FOCAC

4.2 Decisão: UA como membro oficial do FOCAC?

Cerimônia de abertura do MINIONU 15 anos

Ontem deu-se início aos trabalhos do MINIONU 15 anos!

Segue a foto da equipe FOCAC, 2006:

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A presença da China em Angola: a dicotomia da relação sino-africana

A Angola é um dos maiores parceiros comercias da China, se comparada aos outros países africanos com os quais a China mantém relações. Esse modelo de cooperação fundamenta-se, principalmente, porém não exclusivamente, na necessidade de matérias-primas para a sustentação do crescimento chinês. Por parte da Angola, essa interação traz benefícios especialmente para sua infraestrutura. Entretanto, vale a pena lembrar que a China possui um modelo para cada país, variando de acordo com suas especificidades.

Como mencionado anteriormente, a Angola é um país com que a China tem muito interesse em cooperar, principalmente em virtude de sua farta produção de petróleo. O país africano é o segundo maior produtor desse recurso mineral, possuindo inclusive reservas offshore (aquelas localizadas no fundo do mar). Nesse contexto, o maior interesse chinês na relação com Angola é pautado pelo intercâmbio de petróleo por investimentos em infraestrutura e concessões de crédito. Contudo, é importante ressaltar que a relação entre esses países é assimétrica, de modo que a parte chinesa é a mais beneficiada.

As relações diplomáticas entre Angola e China iniciaram-se no ano de 1983 e, desde então, os países têm firmado e aprofundado os acordos de cooperação econômica que os vinculam. A presença do país asiático na Angola baseia-se no modelo Infrastructure for oil, que, em português, significa “Infraestrutura por óleo”. Desse modo, fica evidente o que a China se propõe a oferecer em troca da extração de petróleo. Assim, a China possibilita à Angola a contração de empréstimos a juros baixos, para que esta possa investir na infraestrutura do seu país. Esses investimentos não precisam necessariamente estar ligados a setores que favoreçam a extração de petróleo, porém estão vinculados à contratação de serviço de empresas de construção chinesas. Até 2006, os maiores investimentos tinham sido feitos para a melhoria da distribuição de água e energia elétrica no país. De tal modo, após um prazo previamente estipulado entre os dois países, o pagamento dos empréstimos contraídos pela Angola é feito por meio da exportação de barris de petróleo extraídos no país.

A China representou para a Angola a possibilidade de reconstrução da infraestrutura nacional – por meio de financiamentos – após a Guerra Civil em 2002 que havia debilitado o país. Assim, a relação se deu, por um lado, pela necessidade de o país africano reconstruir sua infraestrutura para, então, desenvolver sua economia e, por outro lado, pela necessidade de recursos naturais essenciais à sustentabilidade da economia chinesa.

Além disso, os empréstimos adquiridos por Angola são pouco passíveis de serem desviados de seu propósito original (a reconstrução da infraestrutura angolana), já que passam necessariamente pelo Banco Chinês e são transferidos diretamente para as empresas de construção chinesas em solo africano. É importante enfatizar aqui que, diferentemente dos empréstimos feitos por outras instituições financeiras como o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), os créditos tomados junto ao Banco Chinês não impõem condicionalidades ao país que os contraem.

A título de exemplificação, as condicionalidades podem ser referentes aos Direitos Humanos, à forma de governo etc. Por conseguinte, tais empréstimos são muito mais atraentes para o país africano, que somente têm que se preocupar com os aspectos financeiros da sua relação com a China. Outra característica importante da relação China-Angola é o fato de que este país conseguiu uma margem de negociação maior com aquele (por ser um dos maiores fornecedores de petróleo), se comparado aos parceiros tradicionais do país asiático. Do mesmo modo, a China se apresenta como alternativa às imposições dos parceiros tradicionais dos países africanos, já que sua relação com eles é estritamente comercial e, portanto, não faz exigências em relação a outros temas, tais como direitos humanos e forma de governo. No entanto, ainda que essa característica seja vantajosa na esfera econômica, é possível que traga implicações negativas para a população africana de modo geral.

Contudo, a relação sino-angolana ainda pode evoluir muito do ponto de vista dos benefícios recebidos pelo país africano. Ainda que a China, o Banco Chinês e as empresas de construção chinesas representem uma alternativa aos tradicionais parceiros da Angola no sistema internacional, há desafios que precisam ser superados no que se refere à quantidade de mão-de-obra angolana nas empresas chinesas no país, às condições de trabalho, aos salários pagos e às diferenças culturais entre chineses e angolanos.

Em relação à quantidade de mão-de-obra angolana nas empresas chinesas, a porcentagem não passa dos 30% e, portanto, a grande maioria de trabalhadores vem da China. Desse dado podem ser tiradas várias conclusões. Primeiramente, o fato de essas empresas chinesas não absorverem mão-de-obra local implica na pouca dinamização da economia angolana. Tal fato é ainda mais exacerbado quando levamos em conta que os chineses enviam grande parte de seu salário para suas famílias na China. Do mesmo modo, os materiais usados pelas empresas chinesas também vêm do país asiático. Assim, a pouca integração das empresas chinesas ao país resulta em pouca dinamização da economia local. Em contrapartida, a China afirma que emprega majoritariamente trabalhadores chineses, pois os angolanos são pouco qualificados, e que os materiais vindos da China são mais baratos que os ofertados no país africano.

No que tange às condições de trabalho nas empresas chinesas (salário, horas de trabalho e ambiente favorável entre chineses e angolanos) em comparação às empresas ocidentais em solo angolano, nota-se que as condições atuais estão muito aquém do desejado pela sociedade angolana. Além disso, segundo uma pesquisa realizada pela Angola Brief, se compararmos os salários pagos por empresas chinesas com aqueles pagos por empresas ocidentais, notamos que as chinesas pagam menos, o que pode explicar em parte a alta instabilidade laboral nelas. Ademais, elas fomentam jornadas de trabalho mais longas quando comparadas às ocidentais e a isso se soma o fato de os chineses que vêm à África aceitarem salários menores pelo mesmo trabalho e jornada de um trabalhador angolano.

Outra questão importante para a qual tal pesquisa chama atenção é o fato de que a grande maioria dos trabalhadores angolanos prefere trabalhar em uma empresa ocidental a trabalhar numa chinesa, quando ambas oferecem o mesmo salário. Isso se deve a vários fatores, tais como: a ausência de contratos de trabalhos em muitas empresas chinesas, as diferenças culturais, as diferenças linguísticas e as diferenças sociais de chineses e angolanos. Se, por um lado a China oferece um modelo de cooperação mais interessante do ponto de vista financeiro à Angola, por meio de baixos juros e proposta tentadoras de investimentos no setor da infraestrutura do país; por outro lado ela deixa de contribuir à dinamização da economia local ao empregar majoritariamente mão-de-obra própria e trazer matérias-primas do seu país até suas empresas em solo angolano, ao fomentar jornadas de trabalho mais longas que o permitido, além de desconsiderar os direitos dos trabalhadores tanto chineses quanto angolanos.

Desse modo, algumas recomendações são apresentadas a seguir com o intuito de melhorar a simetria da relação sino-angolana por parte de ambos os países. Caso essas questões sejam consideradas e desenvolvidas ao longo dos anos e à medida que a relação sino-angolana se desenvolva, o modelo de cooperação hoje empregado trará ainda mais benefícios e será mais igualitário para as partes.

  • Garantir contratos de trabalho a todos seus funcionários, sejam eles chineses ou angolanos, seja na Angola ou em qualquer outro país africano em que empresas chinesas (estatais ou privadas) estejam presentes;
  • Garantir condições de trabalho satisfatórias e de acordo com a lei vigente no país em que as empresas estejam presentes, levando em conta as jornadas de trabalho permitidas pelas leis locais o salário mínimo do país;
  • Estimular a interação entre chineses e angolanos, bem como entre chineses e os nacionais daquele país em que as empresas chinesas estejam presentes, fomentando o aprendizado do idioma local e contribuindo pela integração dos chineses na sociedade local;
  • Realizar intercâmbios que fomentem a transferência de tecnologia, bem como a capacitação técnica da mão-de-obra angolana, tanto quanto a mão-de-obra do país que mantém relações com a China;
  • Fornecer cursos de idioma e cultura chinesa para os trabalhadores africanos que estejam em contato direto com chineses em seus países;
  • Aumentar a empregabilidade da mão-de-obra angolana (e africana, de um modo geral) em empresas chinesas na Angola (e na África).

Fontes:

http://www.cmi.no/publications/publication/?4018=mitos-e-percepcoes-sobre-as-empresas-chinesas

http://pucminasconjuntura.wordpress.com/2012/07/24/a-acao-chinesa-em-angola/

http://www.pucminas.br/imagedb/conjuntura/CNO_ARQ_NOTIC20120319142135.pdf?PHPSESSID=27b16fb39ac59dff1289e6d81f13f3a3

http://www.worldaffairsjournal.org/article/new-imperialism-china-angola

Att,

Equipe FOCAC

Voluntários do nosso comitê: Eles chegaram!!!

Boa noite delegados (as) e visitantes,

A equipe do FOCAC está cada vez mais completa: os voluntários do comitê chegaram! Estes são aqueles que vão sempre impedir que o comitê entre em algum tipo de caos! São eles:

Amanda Vaz de Mello

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É com muita satisfação que faço parte do MINIONU 15 ANOS. Meu nome é Amanda Vaz de Mello, tenho 19 anos e curso o quarto período de Relações Internacionais na PUC. Essa é a minha primeira oportunidade na equipe que faz tudo acontecer nessa experiência incrível, de elevado grau de importância e prestígio no âmbito dos modelos de simulação. Considero essa uma oportunidade de crescimento e tenho como objetivo fazer parte do sucesso dessa edição comemorativa. Como voluntária, estarei à disposição para qualquer ajuda que estiver ao meu alcance para garantir que essa experiência seja memorável a cada um dos delegados. Aguardo ansiosamente pelo nosso encontro em outubro!

Arthur de Paula Guimarães

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Meu nome é Arthur de Paula Guimarães, estudante de Relações Internacionais pela PUC-Minas, tenho 19 anos, estou no quarto período e esta é minha primeira participação e contato no MINIONU. Espero ter uma ótima experiência nesse tão renomado projeto aumentando ainda mais meu desejo de participar no próximo ano como diretor assistente e assim seguir adiante.

Bárbara Queiroz Vargas

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Olá !! Meu nome é Bárbara Queiroz Vargas , sou estudante do quarto período de Relações Internacionais da PUC Minas. Esse será o meu primeiro ano como voluntária no MINI ONU. Estou bem animada pela minha estreia como voluntária no nosso comitê, e espero fazer um bom trabalho. Um Beijo a todos !

Thamires Maia Bastos

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Estudante do quarto período do curso de Relações Internacionais e primeira vez no MINIOUNU. Atuei como a delegada da Síria no comitê Liga dos Estados Árabes(LEA) da Simulazione delle Nazioni Unite – SNU, Fundação Torino, 2013 e desde então quis saber mais como se dava o ” por trás das cortinas ” de um evento de simulação, e nada melhor do que conhecer esse mundo através do voluntariado no MINIONU!

Nossa equipe está bem formada! Agora faltam os delegados começarem a se apresentar, mandarem suas dúvidas e curiosidades! Estamos a disposição! 🙂

Contato:

Facebook: https://www.facebook.com/focac15anosminionu e

E-mail: minionu15anos.focac2006@hotmail.com

Abraços,

Equipe FOCAC, 2006